Maria Antonieta – Figurino da Semana

O filme conta a história de Maria Antonieta, uma jovem que aos 14 anos precisa sair de casa e se casar com um homem que não conhece, para futuramente se tornar a rainha da França. A diretora Sofia Coppola dá um tom leve e jovem para a história da última rainha da França. O filme é usado em muitas aulas de história da moda para ilustrar o estilo Rococó e mostra um excelente trabalho de construção de figurino. Milena Canonero é a figurinista por trás desse sucesso, foi responsável por Laranja Mecânica, O Iluminado, O Grande Hotel Budapeste e O Poderoso Chefão, colecionando 3 estatuetas do Oscar, a última por Grande Hotel Budapeste.

O Rococó está presente em todo figurino, recebendo pequenos toques modernos. Muito tule, organza, tafetá, musseline, em vestidos suntuosos com até 15 metros de tecido. Os tons pastel dominam o guarda roupa do filme,  com destaque para o rosa e cores adocicadas. Nos pés, sapatos de Manolo Blahnik, que desenvolveu 20 modelos para a trama, alguns deles foram até vendidos em suas lojas.

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Maria Antonieta chega à França como uma jovem inocente e um pouco assustada – Foto: Reprodução

O figurino, assim como a história, tem 4 fases distintas. A primeira é a chegada de Maria Antonieta ao palácio de Versalles e toda sua nova vida, seu figurino traduz uma jovem inocente de 14 anos, tendo que se adaptar as vestes francesas, seu guarda roupa é repleto de tons de azul e sua postura é angelical.

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Maria Antonieta se rende aos exageros e extravagâncias da corte, sendo uma referência do estilo Rococó – Foto Reprodução

Logo depois, sentindo-se solitária e deslocada vem os exageros e extravagâncias, o rosa toma conta de grande parte dos vestidos da rainha. Muitos e muitos adornos, além de penteados que são verdadeiras obras de arte. Nesse momento, Maria Antonieta é a personificação do estilo Rococó e influencia todas as mulheres da França.

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Depois de se tornar mãe, Maria Antonieta passa a ter mais contato com a natureza e isso se reflete em seu estilo – Foto: Reprodução

A terceira fase é marcada pela maternidade e pela relação da rainha com o campo, os vestidos ficam menos estruturados, o branco e creme ganham destaque e os tecidos e cabelos ficam mais naturais.

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No fim, de luto pela morte de seu filho e mãe, Maria Antonieta traduz sua tristeza em seu guarda-roupa. Pouco tempo depois ela seria morta pela Revolução Francesa – Foto: Reprodução

Por fim, a última fase é marcada pelo luto e pela Revolução Francesa, os vestidos escurecem, o preto e o cinza dominam o guarda roupa da rainha, nada de adornos ou extravagâncias.

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